Coisas estranhas acontecem no meu coração, e nem estou cruzando a Ipiranga com a Avenida São João. O que temos para o momento pode ser um quilo de letras pra organizar, e uma vida intensa pra compartilhar em poucas linhas. E a vontade grande de me transfigurar em meio ao metal e as chaves, enquanto o assobio leve de uma escala de ré menor harmônica toma conta de meu corpo físico. Quero ver é esse fogo todo contido irromper quando for dado o tiro pro alto, iniciando a corrida contra o tempo, da ausência de perda de tempo. E essa espécie de saudade que não é saudade, mas mais vontade de ser e estar junto a algo que apesar de novo, parece que o tempo todo esteve presente em sua vida. Deve ser explicado pelo fato de todas as outras vidas terem sido compartilhadas de uma maneira ou de outra, ao som de polca, de samba, de funk carioca. Tomando uma água de côco numa rede, ou pulando alto numa cama elástica, ou pulando alto numa cama redonda com teto espelhado. Eu quero, eu posso e eu vou.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário